segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Vila Madalena recebe festival Jazz no Beco no fim de agosto

Com shows de Francisco Mela and The Crash Trio, Thiago do Espírito Santo e Ricardo Herz. Djs e Trios formados pela Escola Souza Lima também participam da festa

Ricardo Herz (foto: Ulisses Dumas)

O bairro boêmio da Vila Madalena em São Paulo recebe no tradicional endereço do grafite, o Beco do Batman, o festival Jazz no Beco. O festival acontece nos dias 27 e 28 de agosto na rua e o encerramento será no dia 29, no Bourbon Street. 
O espaço cultural será montado em uma área 220m², que poderá ser acessado pela na Rua Harmonia, 126. Estão escalados: o baterista cubano Francisco Mela e seu The Crash Trio, com apresentação nos dois dias do festival, e duas grandes atrações do jazz nacional, o contrabaixista Thiago do Espírito Santo, fazendo um tributo a Jaco Pastorius (falecido há 30 anos) e o violinista Ricardo Herz, apontado pela crítica especializada como reinventor do instrumento no país.
Djs tocarão antes, entre e após as atrações no palco. Benehouse Trio, Alan Abbadia Trio e Gustavo Cintra Trio, fazem os shows de abertura nos tres dias - uma parceria com a Faculdade e Conservatório Souza Lima, espaço que abrigará também uma masterclass com Mela, no dia 25.
“O festival pretende promover o intercâmbio social e de educação e entrar para o calendário anual de eventos de São Paulo”, diz Thiago Amorim, que assina a curadoria e direção artística do festival.
Serviço de bar seguindo também a linha artsy da estrutura e decoração completam o programa.
O Bourbon Street Music Club, conhecido templo do jazz e do blues de São Paulo, foi escolhido para receber a festa de encerramento do festival no dia 29, com show de Francisco Mela and Crash Trio e abertura de Gustavo Cintra Trio.
O Jazz no Beco tem o patrocínio da Stella Artois através do Programa de Ação Cultural da Secretaria de Cultura do Governo do Estado de São Paulo.
O Festival Jazz no Beco é uma realização e produção da Asenses e Tom Jazz Produções em parceria com Peck Produções e Eventos e Faculdade e Conservatório Souza Lima. A curadoria e direção musical é de Thiago Amorim.

Programação

Dia 25 de agosto – Sexta-feira
15h00 - Master class com o baterista cubano Francisco Mela

Dia 26 de agosto – Sábado - Beco do Batman
16h00 – DJ
17h00 – Benehouse Trio
19h00 - Tiago do Espírito Santo
21h00 – Francisco Mela and The Crash Trio

Dia 27 de agosto – Domingo - Beco do Batman
14h00 – DJ
15h00 – Alan Abbadia Trio
17h00 – Ricardo Herz Trio
19h00 – Francisco Mela and The Crash Trio

Dia 29 de agosto – Terça-feira – Bourbon Street
20h30 – Gustavo Cintra Trio
21h30 - Francisco Mela and The Crash Trio

Serviço
Dia 25/08/17 – Master Class
"The free side of jazz "
Master-Class com o baterista cubano Francisco Mela
Entrada franca.
Escola Souza Lima Jardins - Rua Jose Maria Lisboa, 745 - Jardins - Sao Paulo
Contato: Tel.: 11.3884-9149 - Ramal 4 - eventos@souzalima.com.br

Dias 26 e 27/08/17 – Beco do Batman
Rua Harmonia, 126
Horário: sábado dia 26/08 a partir 16h00 e domingo, dia 27/08 a partir das 14h00

Dia 29/08/17 – Bourbon Street
Local: Bourbon Street | Rua Dos Chanés, 127 – Moema – SP
Bilheteria Bourbon Street: Rua dos Chanés 194 – de 2ªf.a 6ª.f das 9h às 20h, sábado e feriado das 14h às 20h
Fone para reserva: (11) 5095-6100 (Seg. a sexta) das 10h às 18h
Horários shows: 20h30 show de abertura e 21h30 Francisco Mela and Crash Trio
Abertura da casa: 20h00
Duração: 120 min. aproximadamente
Couvert artístico: R$ 35,00
Venda também pela Ingresso rápido - 11 4003 1212 - www.ingressorapido.com.br
Capacidade: 550 pessoas
Estacionamento/ Valet: R$ 25,00
Aceita todos os cartões de débito e crédito.
Acessibilidade motora
Ar condicionado.
Wi-fi ( solicitar senha na casa)
Homepage: http://www.bourbonstreet.com.br/

terça-feira, 18 de julho de 2017

Big Gilson - XXX


Essa seção surgiu da vontade em divulgar os lançamentos e prestigiar os artistas de blues e jazz brasileiros que trabalham duro para gravar um CD autoral. E também, mostrar todos os profissionais envolvidos na produção.
Nunca antes na história desse país a cena independente foi tão forte. A popularização dos meios de gravação e veiculação, com o advento da internet, proporcionaram isso.
Surfando nessa onda, o Mannish Blog continua com sua missão de divulgar a boa música do Brasil.

Músicos – Big Gilson (guitarras, baixo, violões e voz), Gil Eduardo (bateria em Aleluia, Blues!
Blues! Blues!, Aroma de Portia, Um Brinde e Violetas), Bacalhau Baca (percussão e bateria nas faixas Cantos, Desejos e Ilusão, Nada a Declarar, Hey Você e Xamã Blues), The Alberto (piano e Hammond), Paulo Loureiro (arranjos de backing vocais e backing vocais), Sonja (backing vocais em Blues! Blues! Blues! e Aleluia).

Participações especiais – Beto Saroldi (saxe naipes em Um Brinde e Aroma de Portia), Dario Toddy (baixo em Violetas), Gustavo Roseras (guitarra em Violetas), Jefferson Gonçalves (harmônica em Blues! Blues! Blues!), Julio Brau (violão folk em Cantoe de nylon em Violetas), Leão Leibovich (vocal final em Xamã do Raul), Marcos Yallouz (baixo em Hey Você), Rubens em Achilles (guitarra base em Um Brinde), Sérgio Rocha (guitarra em Barrados em Nashville).

Produção – Bacalhau Baca 
Gravação e mixagem – Cezar Delano
Masterização – Pedro Garcia
Timbre de guitarras – Rafael Guimarães
Capa – Leão Leibovich
Arte e foto – Vladmir Avelar
Estúdio – Warner Chappell (outono e inverno de 2016

Músicas
1 – Hey Você – Big Gilson e Leão Leibovich
2 – Nada a Declarar - Big Gilson e Leão Leibovich
3 – Xamã do Raul - Big Gilson e Leão Leibovich
4 – Canto - Big Gilson e Leão Leibovich
5 – Aleluia - Big Gilson e Leão Leibovich
6 – Um Brinde - Big Gilson e Leão Leibovich
7 – Blues! Blues! Blues! - Big Gilson e Leão Leibovich
8 – Aroma de Portia - Big Gilson
9 – Desejos e Ilusão - Big Gilson e Leão Leibovich
10 – Barrados em Nashville - Big Gilson
11 – Violetas - Big Gilson

quinta-feira, 13 de julho de 2017

Sai, finalmente, Blues The Backseat Music


Em trinta anos de sua existência no Brasil, o Blues criou um circuito próprio. 
Se nos anos 80 ganhou as graças da imprensa, televisão, rádios, o que alavancou a carreira dos pioneiros Celso Blues Boy, André Christovam e Blues Etílicos, nos dias de hoje é totalmente underground, longe dos esquemas de mídia.
Dito isso, é fácil afirmar que cada região do Brasil tem uma cena blueseira que se auto-sustenta. Pequenas, é certo, mas elas existem. 
E assim como todos os artistas que tocam blues nos dias atuais, que eu, como produtor, também tenho de matar um leão por dia. 
Tento me inserir no circuito nacional blueseiro, e com isso, produzi com pouca grana mais de 100 shows de blues e jazz nacionais e internacionais com a pequena Mannish Boy Produções Artísticas. 
Foi assim que juntei material para publicar esse livro.
A ideia nasceu no começo dos anos 90, quando, ainda colecionador de discos e aspirante a jornalista, sonhava em dedicar “todo” um livro ao estilo musical que é minha paixão. 
Nessa época a bibliografia nacional sobre o assunto contava com um par de coletâneas que não estão mais em catálogo e na época não faziam jus à importância da música centenária vinda dos cafundós do Mississippi.
A obra começou a tomar forma quando passei a viajar com os artistas e perceber que podia extrair informações exclusivas deles. 
O “formato entrevista” foi o escolhido. A intenção era colocar a história na boca dos protagonistas. Quem melhor do que os próprios músicos para contar suas alegrias e desventuras?
Após peregrinar pelo país atrás de alguma editora que se interessasse por essa história nada comercial, ironicamente encontrei acolhida aqui em casa, na editora santista Ateliê de Palavras.
O primeiro volume de meu livro, publicado graças às pessoas que contribuíram vi crowdfunding, Blues – The Backseat Music, será lançado no sábado, dia 29 de julho, no Santos Jazz Festival. 
Espero todos pra trocar umas ideias. Abraços.

A vida na estrada:

Com Celso Blues Boy

Com Jefferson Gonçalves

Com John Paul Hammond 

Com Lazy Lester

Com Nuno Mindelis

Com Popa Chubby

Com Trombone Shorty

terça-feira, 4 de julho de 2017

Ivan Marcio e Roger Gutierrez - Blues From The Basement


Essa seção surgiu da vontade em divulgar os lançamentos e prestigiar os artistas de blues e jazz brasileiros que trabalham duro para gravar um CD autoral. E também, mostrar todos os profissionais envolvidos na produção.
Nunca antes na história desse país a cena independente foi tão forte. A popularização dos meios de gravação e veiculação, com o advento da internet, proporcionaram isso.
Surfando nessa onda, o Mannish Blog continua com sua missão de divulgar a boa música do Brasil.

Músicos – Ivan Marcio (harmônica e voz), Roger Gutierrez (guitarra e resonator), Marcos Klis (contrabaixo acústico), Humberto Zigler (bateria) e André Youssef (piano e Hammond). 
Gravado no estúdio “The Basement” em São Paulo/Brasil em janeiro de 2016
Produção – Ivan Marcio
Mixagem e masterização – Ivan Marcio e Chico Blues
Fotos – Eric Malentaqui e Chico Blues (capa)
Malentaqui Produção de Filmes
Arte – Dayvk Martins 

Músicas
1 – Temperature – W. Jacobs
2 – All Of Me – R. Etting
3 – Blow Wind Blow – M. Morganfield
4 – Caldonia – F. Moore
5 – Evil – W. Dixon
6 – I’m Walking – F. Domino/D. Bartholomew
7 – Just Your Fool – B. Johnson
8 – Lonesome Train – T. McRae/C. Singleton
9 – Monkey on a Limb – G. Allen Smith
10 – Sittin’ on the Top of the World – W.Vinson/l.Chatmon
11 – Streamline Woman – M. Morganfield
12 – Too Late – W. Jacobs

domingo, 2 de julho de 2017

Gustavo Figueiredo e o jazz que vem de Minas

Gustavo Figueiredo

Texto: Eugênio Martins Júnior
Fotos: Divulgação e Eugênio

Em quinze ou vinte anos os jovens instrumentistas brasileiros vão ter de buscar inspiração na música popular pré anos 90.
Na verdade, devido à baixa qualidade da MPB atual, esse movimento já está acontecendo. Ou alguém imagina os músicos de jazz fazendo versões para Bara Bara, de Cristiano Araújo, Deu Onda, do MC G15, ou Infiel, de Marília Mendonça? Como diria aquele personagem do filme Carandiru, “sem chance”.
Gustavo Figueiredo vem lá das Minas Gerais, terra de João Bosco, Nivaldo Ornelas e todo o Clube da Esquina, Fernando Brant, Lô e Márcio Borges, irmãos Venturini, Tavito, Beto Guedes, Wagner Tiso e o maior de todos, Milton Nascimento.
Portanto, representa a tradição da música boa. Bandeou-se para o jazz por afinidade musical.  
Em seu mais recente trabalho, que nem é tão novo assim, Gustavo Figueiredo Trio, de 2014, o pianista foi acompanhado por Pablo Souza (baixo) e o lendário Márcio Bahia (bateria) em uma verdadeira demonstração de que os ouvidos brasileiros merecem muito mais, e de que a música brasileira pode corresponder a essa expectativa.  
O CD/DVD traz oito temas de sua autoria, entre eles, o samba jazz Brasil Fest, o jazz cabeça Thelonious Groove, as aparentemente delicadas Emily e Manuela, e sua leitura de Canção do Sal, do conterrâneo Milton Nascimento.  
Essa entrevista foi realizada em 04/10/16, antes de um show que produzi no Sesc Santos dentro do projeto Piano + Um, no qual Gustavo foi acompanhado pelo excelente baterista paulistano Alex Buck. Obrigado Sílvio Luiz pela oportunidade.


Eugênio Martins Júnior – Como você começou na música? 
Gustavo Figueiredo – Comecei na música gospel. Depois passei para coisas mais pop e rock and roll. O universo da música clássica era desconhecido. Toco, gosto, estudo algumas coisas, mas não é o meu forte. A música instrumental foi chegando aos poucos. Minha primeira influência foi o Chick Corea e a Electric Band, um som mais eletrônico. O jazz tradicional e contemporâneo demorou um pouquinho pra chegar. 

EM – Então o teu aprendizado ao piano nunca passou pela música erudita como é o usual?
GF - Não, nunca passou. E comecei no teclado. O que sei de música clássica, que é muito pouco, são coisas que eu pego sozinho. Gosto muito de Bach, mas estudo muito de leve. Na minha infância gostava muito de Beatles, Eric Clapton. Já havia começado a estudar música quando ouvi Chick Corea a primeira vez, uns treze anos de idade. 

EM – Wagner Tiso nem passava pela tua cabeça?
GF – Não, minha maior influência na música brasileira é o Cezar Camargo Mariano. Gosto muito do disco Samambaia, com o Hélio Delmiro. Os trios de samba jazz como o Zimbo Trio. Entre os cantores curto a Elis Regina.

Piano + 1, com Alex Buck

EM – Não citou ninguém da escola de Minas.
GF – Mas são sim. Toninho Horta, o Clube da Esquina e o Milton Nascimento é uma grande influência pra mim. Acho suas composições incríveis. Já toquei com o Beto Guedes, Toninho Horta. O Clube da Esquina é música brasileira, mas com sua própria identidade. Diferente em harmonia e melodia. O Brasil tem essa diversidade que é sensacional. Cada região te sua música. E tudo bom.

EM – De cara você já lançou um CD e um DVD chamado Trio. Como nasceram essas duas crianças gêmeas?
GF – Tinha duas músicas minhas que gravei com o Márcio Bahia que mora em Belo Horizonte. Tocamos em um festival e fizemos uma primeira gravação. E tinha Canção do Sal, do Milton. Já pensava em fazer um disco. Fui compondo mais coisas pensando nesse formato de trio. No estúdio mudei poucas coisas. O Pablo Souza toca baixo acústico. 

EM – Então a escolha do time foi meia preguiçosa?
GF – É, o Márcio foi convidado porque conheci ele em Belo Horizonte e quando pintava umas coisas ele me chamava. E logo em seguida ele me chamou pra tocar no quinteto dele, que depois virou quarteto. Ficamos muito próximos e ele se tornou uma grande influência. Um músico com quem tenho aprendido muito. Foi uma coisa natural.

EM – Como é a cena instrumental em BH?
GF – Sempre há alguns bares que começam a tocar jazz. Isso dura um tempo e depois termina. Tem uns dois que estão há mais tempo, mas é um ciclo. Infelizmente, acho que poderia ser um pouco mais duradouro. Quem fomenta a cena são os músicos mais jovens. 


EM – Quem você citaria?
GF – Tem o Felipe Vilas Boas que acaba de participar do Instrumental Sesc Brasil. Um grande guitarrista. Uma galera que não é tão jovem, o Frederico Heliodoro. 

EM – Ouvi a tua música pela primeira vez no programa Instrumental Sesc Brasil. Acredito que esse programa é um dos mais importantes para a música instrumental no Brasil. Como foi parar lá?
GF – Toquei no Sesc através do prêmio que ganhei em Belo Horizonte, o BDMG de Música Instrumental, em 2007. Até hoje existe e o vencedor ganha um show no Sesc. São seis premiados, mas apenas quatro fazem shows no Sesc e em outros lugares. Surgiu outras coisas, fiz um show em Joinville, através do Luiz Bueno, do Duofel, que estava na curadoria do evento. Fiz duas participações no show deles. Com o Antonio Loureiro, que também estava comigo quando ganhei. Mas não soube aproveitar muito bem o momento. Era novo e estava tocando com muita gente. Trabalhando muito. Não me concentrei na minha carreira naquele momento. Acredito que não estava maduro para respeitar o meu próprio trabalho.

EM – Mas para um músico novo deu uma boa visibilidade o fato de ter ganho esse concurso.
GF – Sim. Dois anos antes havia participado desse concurso e fiquei em segundo. Aconteceram umas coisas legais também, show no Rio de Janeiro. Estavam lá o Nelson Ayres, Mauro Senise, Duofel, muita gente falando sobre música. Toquei com um trio lá. Isso foi em 2005. 

EM – Entre tantas músicas do Milton, por quê escolher Canção do Sal?
GF – Queria um arranjo que soasse bem com o trio. Logo quando ouvi tive umas ideias de arranjo e quando isso acontece acho que vale a pena trabalhar nela. Mas tem de tomar cuidado com uma coisa que já é muito boa porque você pode mexer demais e piorar. Também fiz um arranjo para Alegre Menina do Dori Caymmi pensando no trio. Não gosto de gravar simplesmente por gravar. Só a melodia, ainda mais que o som é de trio. Não pode ficar repetitivo.


EM – No teu disco também tem o tema Brasil Fest, que começa maneiro e depois vem uma quebradeira daquelas. 
GF – Começa maneiro depois vem um samba em sete. Fiz pensando em um festival que ia tocar. O Brasil tem essa cara de festival instrumental. 

EM – Essa semana o teu conterrâneo, Igor Cavalera, disse a seguinte frase: “Pessoas que reclamam que a música está ruim, são preguiçosas”. O que você acha disso?
GF – Hoje em dia tem a facilidade da internet para quem quiser pesquisar e ouvir. Mas infelizmente as pessoas não têm tempo de ver o que está acontecendo. Muita coisa não chega a você.

EM – Desculpa interromper. Olha, quando eu era novo, e faz um tempo isso, buscava pela música boa em rádio, revistas. Vai do interesse e não querer engolir o que vier.
GF – É, tem de buscar. Tentar selecionar. A divulgação da música não existe na grande mídia. Existem pessoas que estão na condição de nunca ter ouvido música instrumental, nunca ouviu jazz. Nunca vai procurar porque nem sabe o que é aquilo. 

EM – Com quem você tem tocado mais?
GF – Tenho tocado com o compositor Kadu Viana, que tem trabalho próprio, tem quatro discos. Também tenho tocado no trabalho solo do Márcio Bahia.  

EM – E o Vander Lee? Foi um choque para todos o que aconteceu. Ele era bem novo.
GF – Foi realmente um susto. Trabalhei com ele por alguns anos. Era um cara do bem, super tranquilo, grande compositor de MPB. Adorava trabalhar com a equipe dele, as condições eram ótimas. Ele era um cara leve. Pelo que eu sabia, ele tinha pressão alta e alguma coisa hereditária. Na época eu não sabia, mas fiquei sabendo depois.




quinta-feira, 29 de junho de 2017

Robson Fernandes – Blue Central


Essa seção surgiu da vontade em divulgar os lançamentos e prestigiar os artistas de blues e jazz brasileiros que trabalham duro para gravar um CD autoral. E também, mostrar todos os profissionais envolvidos na produção.
Nunca antes na história desse país a cena independente foi tão forte. A popularização dos meios de gravação e veiculação, com o advento da internet, proporcionaram isso.
Surfando nessa onda, o Mannish Blog continua com sua missão de divulgar a boa música do Brasil.

Músicos – Robson Fernandes (harmônica), Victor Busquets (bateria), Marcos Klis (baixo elétrico e acústico), Danilo Simi (guitarra solo nas músicas 03, 04, 05, 07 e 08), Nicolas Simi (guitarra base nas faixas 03 e 10), Danny Vincent (guitarra solo na faixa 09), Marcos Ottaviano (guitarra solo na faixa 02), Décio Caetano (guitarra solo na faixa 01), Daniel Latorre (Hammond nas faixas 01, 02 e 05), André Juarez (vibrafone na faixa 06), Donny Nichilo (piano nas faixas 07 e 11), Joey Stann (sax na faixa 01), Kito Siqueira (sax na faixa 08), Luiz Cláudio Faria (trompete na faixa 08).

Arranjos – Robson Fernandes, Danilo Simi, Victor Busquets e Marcos Klis
Produção – Carlos Sander e Robson Fernandes
Gravação, mixagem e masterização – Alexandre Fontanetti e Carlos Sander no Estúdio Space Blues 2015/16
Fotografia – Pablo Contreras
Design Gráfico – Lipe Vila
Apoios – Suzuki Harmônicas, Pousada Portal da Reserva, Cestari Amps, Harmonica Brazil, Uvel Motors, Luthier Pro, Eduardo Tesche, Luiz Felipe Paro

Músicas
1 - All I Can Do – RF/Carlos Sander
2 - I Don’t Care – Danny Vincent
3 - Long Distance Call – Muddy Waters
4 – Buggin’ Out – C. Sander
5 – Go Home – Robson Fernandes
6 – Blues Central – Robson Fernandes
7 – Home For My Shoes – Robson Fernandes
8 – You Are the One – Decio Caetano
9 – Pueblito – Danilo Simi
10 – Just Your Fool – Walter Jacobs
11 – Like a Fool – C. Sander

Dedicado a Luiza Fernandes, Dalva Inácio, Maria de Jesus, e Gilberto Simi
Em memória – Euclides Inácio, Marcelo Vincent e Dezio Caetano

quinta-feira, 22 de junho de 2017

Santos Jazz Festival 2017 celebra as mulheres e a diversidade de gênero

Em nova locação, o festival traz Liniker e os Caramelows, Ellen Oléria, Divazz, Rosa Marya, Blubell, Aki Kumar, Traditional Jazz Band, lançamentos de CD e livro entre as atrações

Divazz

O Santos Jazz Festival 2017 trabalhará temas com identificação às origens do jazz homenageando as mulheres, que esse ano, estão em maioria na programação.  
O show de abertura será com a banda Divazz que desenvolveu um repertório especialmente para o festival, incluindo temas de Ella Fitzgerald, Nina Simone, Billie Holiday, Aretha Franklin, Esperanza Spalding, Madeleine Peyroux e outras grandes intérpretes. 
Outro show conceitual é Blubell Canta Madonna que, com seu quarteto, veste com roupa jazzística os clássicos da cantora pop. E ainda Rosa Marya  & Banda Jazzileira, Carla Mariani Blues com o show Jazz Divas e Dolores in Blues.
Também é tema central do festival o combate a qualquer tipo de preconceito. Liniker & os Caramelows e Ellen Oléria & Banda foram os convidados para levar a bandeira da diversidade de gêneros, racial e social e respeito às diferenças. 
Entre as atrações internacionais, Ari Kumar Blues Band (Califórnia - USA), Alba Santos (Espanha), Jes Condado & Banda e Trio de Cuatro (Argentina).
Arcos do Valongo, nosso novo palco - A abertura do festival será no Sesc Santos com o show da banda Divazz. Os outros 16 shows acontecerão no espaço "Arcos do Valongo", no Centro Histórico de Santos - situado ao lado da Estação de Bonde do Valongo, da Igreja do Valongo e do Museu Pelé. O espaço também fica bem próximo ao Prédio da Bolsa do Café e Casa da Frontaria Azulejada - referências históricas da cidade.
Por ser um amplo espaço, serão oferecidas outras atrações como food trucks, food bikes, bares, espaço kids (onde os pais podem deixar os filhos com monitoras), Space Maker, com impressora 3D (faça seu próprio instrumento) e Feira de Vinil. 
Teremos também os lançamentos do livro Blues – The Backseat Music, do jornalista Eugênio Martins Jr e do CD do Igor Willcox Quarteto.
A entrada no espaço Arcos do Valongo e todos os shows são gratuitos, inclusive o do Teatro do Sesc. 

Liniker

Programação

Abertura - Teatro do Sesc
Quinta-feira, 21h - (27/07)
DIVAZZ - Tributo às Divas Jazz (participação de Rosa Marya)

Palco Arcos do Valongo
Sexta-feira (28/07)
19h Rosa Marya & Banda Jazzileira
20h30 50 anos dos Afro-sambas – Quizumba Latina & Lucia Spivak (Argentina)
22hs Aki Kumar Blues Band (USA)
23hs Liniker e os Caramelows

Sábado (29/07)
Estação do Valongo
06h 6° Valongo Motor Classics
12h Komboio Cultural
Palco Arcos do Valongo
13h Djs Santos Jazz + Feira Arts & Foods
15h Escola Simonian in Concert
17h Carla Mariani & Banda – Tributo às Divas do Jazz & Blues
18h30 Thiago Espírito Santo & Silvia Goes convidam Alba Santos (Espanha)
20h Igor Willcox 4tet
21h30 Blubell & Banda
23h Ellén Oléria & Banda

Palco Arcos do Valongo
Domingo 30/07
13h Djs Santos Jazz + Feira Arts & Foods
14h30 Banda Marcial de Cubatão – Clássicos do Jazz
16h Dolores in Blues
17h Jes Condado & Banda (Argentina)
18h30 Roberto Sion & Anaí Rosa
20h Tradicional Jazz Band

Entrevistas Mannish Blog


Eventos paralelos:

Sexta-feira (28/07) 
12 às 14h - Street Jazz Band –  (Restaurantes do Centro Histórico)
17h - Barca DH –  (Santos\Vicente de Carvalho)

Sábado (29/07) 
18h - Lançamento do livro Blues – The Backseat Music, do jornalista e produtor Eugênio Martins Júnior 

Sábado (29/07) e domingo (30/07)
15 e 17h - Bonde Jazz 

Cine Santos Jazz - 28 a 30/07 – Sessões da 18h30 (Cine Arte Posto 4) 

Oficinas:
– Thiago Espírito Santo (Domingo/tarde)

O Palco Arcos do Valongo fica na rua Comendador Neto, 9. Atrás do Museu Pelé, no Centro Histórico de Santos.
O Sesc Santos fica na rua Conselheiro Ribas, 139 – Aparecida.

Aki Kumar

Atrações

Divazz - Neste projeto as duas vocalistas do Programa Altas Horas e Corina Sabbas (do Programa Sexo e as Negas) apresentam um show vibrante e surpreendente. Elas montaram um show especial para o Santos Jazz 2017. No repertório, temas das divas do jazz, Ella Fitzgerald, Billie Holiday, Sarah Vaughn, Anitta O’Day, e as musas do blues, Etta James, Koko Taylor, Shemekia Copeland e muitas outras. Inspiradas pelos Girls Groups norte-americanos das décadas de 60 e 70, como The Supremes e The Marvelettes e aproveitando os diferentes timbres de voz de cada uma, as cantoras Graça Cunha, Nanny Soul e Corina alternam-se entre solos, duetos e novos arranjos vocais, apresentando ao público um show para lá de vibrante.

Rosa Marya e Banda Jazzileira – Idealizada pelo saxofonista Maurício Fernandes, a banda está acostumada a apresentar repertório autoral e releituras instrumentais de compositores populares como Duke Ellington, Tom Jobim, Wayne Shorter, Jonnhy Alf e outros. Já Rosa Marya trabalhou no lendário Beco das Garrafas ao lado de grandes nomes da música brasileira como Sérgio Mendes, Luiz Eça e Edson Machado. É antológica a sua participação na montagem brasileira do musical Hair, mas também é reverenciada pelos seus dotes jazzísticos e blueseiros. Juntos também farão um show especialmente montado para o Santos Jazz Festival. A Jazzileira é Ricardo Teixeira (bateria), Nei Rocha (baixo acústico), Daniel Simonian (guitarra), Robson Nogueira (piano), Sandiego Santos (tuba), André Farias (flauta), Rich Nichols (trompete), Cláudio Guillen (trombone) e Maurício Fernandes (sax).

Quizumba Latina & Lucia Spivak – Afro Sambas – Quizumba Latina é formada por Ugo Castro Alves, Theo Cancello, Rodrigo Vilela, Rodrigo Farias, Jonatas Silva e Alan Plocki, experientes e requisitados músicos do cenário santista. Nasceu quando o músico e produtor Ugo Castro Alves propôs ao cenário musical de Santos as noites de AFROLATINA, febre que rapidamente se espalhou pela cidade. Na festa, que acontece em diferentes locais, a banda anfitriã recebe convidados especiais para participações e improvisos no palco. No Santos Jazz recebe a cantora Lucia Spivak.

Aki Kumar - O indiano Aki Kumar se mudou para o Vale do Silício, na Califórnia EUA, aos 18 anos de idade. Seu objetivo, como o de muitos outros, era ser um engenheiro de software bem-sucedido, porém, algo aconteceu ao longo do caminho: ele descobriu a música de Howlin 'Wolf e os clubes de Blues na área da baía de São Francisco. Seu primeiro álbum foi lançado em 2014, intitulado Do Not Hold Back; o segundo Aki Goes to Bollywood (2016), saiu pelo selo Little Village, do conceituado bluesman Jim Pugh. No Brasil uma banda de feras acompanha o indi-californiano: Beto Zigler (bateria), Raoni Bracher (baixo), Danilo Simi (guitarra), Nicolas Simi (guitarra) e Marcelo Naves abre o show com sua harmônica.

Liniker e os Caramelows – é o resultado de um encontro entre a cantora Liniker e uma banda de Araraquara formada por Rafael Barone (baixo), William Zaharanszki (guitarra), Pericles Zuanon (bateria), Márcio Bortoloti (trompete) e Renata Éssis (backing vocais). Logo lançaram Cru, o primeiro EP, embalado pelo primeiro single, "Zero". Os vídeos com a interpretação das canções do projeto ganharam milhões de visualizações rapidamente.  Durante a turnê de divulgação do trabalho, a banda realizou 80 shows por diversas partes do Brasil. Remonta, o álbum de estreia, lançado em setembro de 2016, contou com a ajuda dos fãs através por meio de financiamento coletivo no Catarse. Hoje Linker e os Caramelows são artistas em ascensão, tendo seus shows concorridíssimos pelos fãs. 

Komboio Cultural - É uma ação itinerante de ativação cultural em espaços públicos, destinado a ocupar praças, ruas, parques e afins com arte e cultura. É plataforma para diversas linguagens artísticas e manifestações culturais, em especial a música, por seu alcance. O Komboio chega com toda a sua estrutura para as apresentações ao ar livre, sem cobrança de ingresso, democratizando o acesso à arte e garantindo este direito constitucional de todo brasileiro. O Komboio vem desde 2016, circulando por espaços públicos das cidades da Baixada Santista e Grande São Paulo. Em cada espaço apresenta diferentes formações e atrações. No Santos Jazz Festival 2017, apresenta o que há de melhor na música instrumental e na canção popular. 

Carla Mariani – Na voz da cantora santista, o Show Blues & Jazz Divas leva ao público uma homenagem às grandes cantoras do Blues e Jazz, fazendo uma passeio na história destes estilos. A apresentação conta com nomes como Janis Joplin, Nina Simone, Etta James, Ella Fitzgerald, entre outras, até chegar em nomes atuais como Joss Stone e Norah Jones, além de composições autorais. Está lançando Time, seu primeiro EP.

Thiago Espírito Santo & Silvia Goes convidam Alba Santos – É da intimidade entre mãe e filho que nascem o CD e o show “Intuitivo”. Duas gerações de músicos que dedicam suas vidas ao ofício. Dessa cumplicidade e parceria, surge lindamente um trabalho coeso, que passeia pelos ritmos brasileiros com a naturalidade de uma conversa fluída na sala de casa. Com habilidade e naturalidade, os músicos compõe um cenário sonoro repleto de nuances e particularidades, que leva os ouvintes à criação de imagens, locais e situações fora da sua rotina. E nesse passeio musicado estão presentes samba, o choro, o bolero, o samba-canção e o jazz. Nesse show especial, convidam a cantora Alba Santos, espanhola, com uma bagagem e formação jazzística, que vem pesquisando as sonoridades brasileiras e sul americanas desde que desembarcou no Brasil em 2010. Fruto desse interesse desenvolve seu trabalho autoral, reflexo de todas as experiências vivenciadas e que resultam numa linguagem e sonoridade próprias, com matizes do flamenco espanhol, melodias jazzisticas, e com o tempero da música latino americana.

Igor Willcox 4tet - Baterista e compositor, Igor Willcox apresentará as músicas do seu primeiro álbum solo, entitulado #1. Com elementos do jazz, funky e fusion, o disco mostra o lado  compositor do artista, explorando toda sua  musicalidade, espontaneidade  como baterista e interação com os músicos.  O cd conta com as participações de Bocato, Carlos Tomati, Vini Morales,  Clayton Sousa, Glecio Nascimento, Rubem Farias, Bruno Alves, Erik Escobar, Jj  Frannco, Fernando Rosa e Marcus Cesar. O quarteto já esteve presente em  alguns dos principais clubes e festivais de Jazz de São Paulo como, Jazz nos Fundos, Jazz no Hostel, Omalley's,  Madeleine, Jazz It Up, Bar de Cima, Qualcasa, The Orleans, Play Jazz  Festival, entre outros.  
Igor Willcox Quartet é formado por: Clayton Sousa (saxofone),  Vini Morales (piano elétrico e synths),  Glécio Nascimento (baixo), Igor Willcox (bateria).

Blubell & Banda - Em Blubell canta Madonna o público do Santos Jazz Festival será embalado pela performance cheia de bom humor e teatralidade da artista. Trata-se de uma fusão harmoniosa dos ritmos dançantes do jazz e pop, a cantora e compositora Bluebell repagina sucessos da rainha do pop, Madonna, além de temas de outros albuns que já fazem parte de seu set list. Bluebell vem com seu grupo, Hugo Hori/Marcelo Pereira (sax), Daniel Grajew (piano), Igor Pimenta (baixo) e Carlinhos Mazzoni (bateria).

Ellen Oléria - Cantora e compositora com 15 anos de carreira. Aumula prêmios em festivais e tem cinco discos lançados. Em sua mais recente turnês alcançou cidades de norte a sul do Brasil e também o público de Espanha, França, Angola, Estados Unidos, Inglaterra, Rússia, Japão e Taiwan. Seu recente projeto musical é o Afrofuturista,  trabalho em que a artista combina com maestria ritmos brasileiros como o samba, o forró, o carimbó, o afoxé, o maracatu com os timbres e arranjos contemporâneos que apontam para um encontro urbano de identidades e discurso do protagonismo das comunidades negras no Brasil. A versatilidade de Ellen estende-se também ao seu ativismo político que podemos acompanhar no Estação Plural, talk show criado pela TV Brasil para tratar de pautas de comportamento e temas do universo LGBT. No inovador programa da TV Pública, Ellen Oléria estreia como apresentadora.

Dolores in Blues - é uma homenagem do músico, pianista, cantor e compositor João Leopoldo à obra de Dolores Duran. Uma releitura sensível, mostrando como a música de Dolores dialoga com o blues e este com o samba-canção, lembrando o tom dos velhos bares esfumaçados e cheios de histórias de encontros e desencontros. A música de Dolores Duran é atemporal. Seu idioma é o amor. Uma das mais respeitadas e importantes cantoras de sua geração, ela falou de sentimentos como ninguém, em todas as línguas. Dolores representa um momento de boemia intensa e criativa no Brasil, em um estilo que nunca será esquecido ou ficará ultrapassado ― suas músicas falam do amor de uma maneira delicada, mesmo que às vezes exagerada ou "dolorida demais". Dolores foi a primeira compositora popular de projeção nacional e um dos maiores expoentes do gênero naquela década de 1950. Escrevia na mesa dos bares, bebendo e fumando, ouvindo canções de bolero, salsa, choro e samba. Não faltarão canções como: "A Noite do Meu Bem", "Castigo", "Fim de Caso" e as parcerias com Billy Blanco, Vinícius de Moraes e Antônio Carlos Jobim.

Jes Condado - Cantora e baixista de blues e soul da Argentina, residindo atualmente no Brasil, apresenta o seu segundo disco, Natural, produzido pelo guitarrista Netto Rockfeller, conhecido da cena blues brasileira.
Natural é o primeiro disco inteiramente autoral da cantora, com músicas em espanhol, português e inglês. Influenciada pelo soul e o blues de Ruth Brown, Etta James, Aretha Franklin, Sharon Jones e Nina Simone, o disco procura um som moderno com reminiscências dos anos 60s e 70s. Jes Condado nasceu em Mendoza, Argentina, mas morou a maior parte da sua vida em Buenos Aires. Toca guitarra, baixo e continua estudando canto. Mudou-se ao Brasil em março de 2015 para continuar sua carreira musical.

Roberto Sion & Anaí Rosa – O santista Roberto Sion dispensa comentários. Saxofonista, flautista, clarinetista, arranjador, compositor, maestro e professor, tornou-se um dos grandes nomes da música instrumental brasileira. Estudou na faculdade de música de Berklee com Ryo Noda e Lee Konitz, e participou de inúmeros álbuns nacionais. Ao lado de Nelson Ayres, Zé Eduardo Naza´rio, Zeca Assumpção e Luiz Roberto Oliveira, participou como compositor e instrumentista do filme Mandala.
O repertório do Santos Jazz traz temas instrumentais e Luz do Sol (Caetano Veloso), Bisa do Mar (João Donato e Abel Silva), Ladeira da Preguiça (Gilberto Gil), Folhas Secas (Nelson Cavaquinho e Guilherme Brito), Vale o Escrito (Filó Machado) e muitos outros na voz de Anaí Rosa. 

Traditional Jazz Band - Ano 1964. Tempo do grande "boom" cultural e político que sacudiu e revolucionou o mundo todo. Época dos Beatles, Rolling Stones, cabelos compridos, pílula anticoncepcional, Bossa Nova e protestos nas ruas. Nas faculdades proliferavam grupos amadores de teatro, música e movimentos de cultura popular. Foi nessa época que um grupo de jovens universitários paulistanos se uniu com a proposta de não copiar o jazz primitivo, mas sim recriá-lo num espírito evolutivo. Nascia a Traditional Jazz Band (TJB) que há mais de quatro décadas mantém viva as raízes do gênero no Brasil. A banda é formada por Alcides Lima, o Cidão (bateria e washboard), Edo Callia (piano), Eduardo "Dudu" Bugni (banjo e violão), William Anderson (Trombone), Carlos Chaim (contrabaixo), Austin Roberts (trumpet) e Marcos Mônaco (clarinete, sax-alto, sax-tenor, sax-soprano e flauta), e já realizou centenas de shows no Brasil e no exterior, incluindo participações de destaque em vários Festivais de Jazz nas cidades de New Orleans, Califórnia, Washington, Boston e em países como a Argentina, Uruguai, Chile e Paraguai. Com cinquenta e três anos de carreira, a Traditional Jazz Band já lançou 21 CD’s e se prepara novidades no decorrer do ano. O humor é uma outra característica que não podemos deixar de citar. O clima é descontraído e informal, misturando música e informação. Resultado: o público se diverte e aprende a conhecer um pouco mais sobre essa música que nasceu tão longe do Brasil, mas que cada vez ganha mais adeptos.

quinta-feira, 15 de junho de 2017

Harmônica Duo - Little Will & Marcio Scialis


Essa seção surgiu da vontade em divulgar os lançamentos e prestigiar os artistas de blues e jazz brasileiros que trabalham duro para gravar um CD autoral. E também, mostrar todos os profissionais envolvidos na produção.
Nunca antes na história desse país a cena independente foi tão forte. A popularização dos meios de gravação e veiculação, com o advento da internet, proporcionaram isso.
Surfando nessa onda, o Mannish Blog continua com sua missão de divulgar a boa música do Brasil.

Músicos: Márcio Scialis (violão, voz e harmônica), Little Will (harmônica e backing na faixa 04; violão)

Gravado no Sesc São JOsé dos Campos em janeiro de 2015 
Mixagem: Daniel Lanchinho
Produção: Harmônica Duo
Fotografia: Nunno Fonseca 
Arte: Dayvik Martins

Músicas:
01 - Freedom/When Loves Come to Town
02 - Route 66
03 - Ain't She Sweet
04 - Proud MARY
05 - Hit the Road Jack
06 - COme Together
07 - Voodoo Child/Crossroads
08 - Dancing in the Streets/Mustang Sally

terça-feira, 13 de junho de 2017

Em menos de três meses Ilhabela recebe outro grande festival, o Bourbon Folk & Blues Ilhabela

Os blueseiros Larry e Steven McCray, a banda Ira, Maria Gadú, Adriano Grineberg, Ana Cañas e Victor Biglione são algumas das atrações na cidade do litoral paulista

Foto: Cezar Fernandes

A paradisíaca Ilhabela, cidade do litoral norte de São Paulo, é cenário, mais uma vez, de shows gratuitos de grandes artistas nacionais e internacionais, em palco montado na Praça da Bandeira. O Bourbon Folk & Blues Ilhabela ganha sua terceira edição e acontece entre os dias 23 e 25 de junho.
Durante os três dias do festival, artistas locais abrem a programação a partir das 17h30. Os fãs de folk e do blues também poderão assistir aos buskers (músicos de rua) espalhados pelas ruas e praias da ilha, todos os dias do festival, além de ouvir os sets do DJ Crizz, antes e após as apresentações.
Na primeira noite o festival recebe o eletrizante show dos irmãos Larry e Steven McCray, guitarra e bateria, respectivamente. Com voz poderosa, o guitarrista do Arkansas é considerado um dos maiores soulman da sua geração.
Reconhecido como um dos melhores músicos de blues contemporâneo do Brasil, o pianista Adriano Grineberg convida Ana Cañas, abrindo o festival para apresentação repleta de referências internacionais.
A cantora e compositora Clarice Falcão faz show com o jornalista Marcus Preto na direção musical, apresentando repertório de seu segundo álbum, "Problema Meu”, algumas canções de “Monomania”, seu álbum de estreia, além de inéditas.
Os shows de sábado (24/06) começam com a banda Folk It All, combinando as raízes do folk com a energia do rock, com a luxuosa participação do virtuoso Leo Mancini, guitarrista que já levou sua música para palcos ao redor do mundo. Para uma homenagem a Etta James, sobem ao palco do festival a cantora norte americana Alma Thomas e o violonista Victor Biglione.
Fechando a noite, um dos principais pianistas de blues do país, com influências dos grandes nomes da música de New Orleans, Luciano Leães se apresenta com a The Big Chiefs. Logo após, sobe ao palco o guitarrista Fernando Noronha e sua Black Soul, que contabilizam mais de 15 turnês por EUA, Canadá e Europa, desde sua criação, em 1995.
Já com ‘gostinho-de-quero-mais’, os últimos shows do Bourbon Folk & Blues Ilhabela acontecem no domingo (25/06), e reservam muitas surpresas, com as apresentações do cantor e guitarrista gaúcho Cris Crochemore & Blues Grooves e o show Maria Gadú in Blues, de uma das cantoras e compositoras mais criativas da atualidade. Fica sob a responsabilidade do guitarrista Edgard Scandurra e do cantor Nasi uma apresentação mais que esperada, o Ira! Folk.

O Festival é realização da Prefeitura de Ilhabela, com curadoria do Bourbon Street Music Club e produção da Lucas Shows. Larry McCray produção Mannish Blog.

Segue programação:

Sexta-feira (23/06)
17h30 – Atração local
18h30 - Adriano Grineberg convida Ana Cañas (SP)
20h00 - Clarice Falcão (RJ)
21h30 - Larry McCray e Steven McCray (USA)
DJ Crizz nos intervalos

Sábado (24/06)
17h30 – Mano Beethoven
18h30 - Folk It All, participação Leo Mancini
20h00 - Alma Thomas (USA) & Victor Biglione (ARG) - homenagem à Etta James
21h30 - Luciano Leães & The Big Chiefs e Fernando Noronha & Black Soul (POA)
DJ Crizz nos intervalos

Domingo (25/06)
17h30 – Tom Cats
18h30 - Cris Crochemore & Blues Grooves (USA/RS)
20h00 - Maria Gadú in Blues (SP)
21h30 - Ira! Folk (SP)
DJ Crizz nos intervalos


Buskers: Vasco Faé (SP) | Jefferson Gonçalves e Kleber Dias (RJ) | Corcel (SP) e Jonavo (MS). Pelas ruas e praias da Ilhabela.

segunda-feira, 12 de junho de 2017

Still Here - Alamo Leal


Essa seção surgiu da vontade em divulgar os lançamentos e prestigiar os artistas de blues e jazz brasileiros que trabalham duro para gravar um CD autoral. E também, mostrar todos os profissionais envolvidos na produção.
Nunca antes na história desse país a cena independente foi tão forte. A popularização dos meios de gravação e veiculação, com o advento da internet, proporcionaram isso.
Surfando nessa onda, o Mannish Blog continua com sua missão de divulgar a boa música do Brasil.

Músicos: Alamo Leal (guitarra, voz e slide), Marcos Klis (contrabaixo elértrico e acústico), Bruno Marquesi (bateria).
Convidados: Ari Borger (hammond B3 na faixa 6 e Piano nas faixas 8 e 9), Denilsom Martins (saxofone nas faixas 4, 6, 8 e 9), Flávio Guimarães (harmônica
nas faixas 3 e 10), José Luis Pardo (guitarra na faixa 6), Luciano Leães (hammond nas faixas 1 e 4 e piano Wulitzer na faixa 2), Luciana Dias (backing vocais nas faixas 6 e 9), Netto Rockefeler (guitarra na faixa 10), Otávio Rocha (slide na faixa 5 e guitarra nas faixas 7 e 10).

Produção: Chico Blues, Netto Rockefeller e Alamo Leal
Gravado em: Rockefeller's Ranch, São Carlos SP em abril de 2015.
Mixagem e masterização: Chico Blues e Netto Rockefeller em fevereiro de 2016
Gravações extras: Estúdio Da Totem Music, São Paulo, por Rafael Amarel e Chico Blues
Hanoi Studios, Rio de Janeiro, por Fernando Perazzo
Ari Borger Studios, São Paulo, Por Igor Prado e Chico Blues
Foto: Felipe Fittipaldi
Arte da capa: Dayvik Martins

Em memória a Allen Toussaint (1938-2015)

Músicas: 
1 - On Your Way Down - A. Toussaint
2 - I Wanna Know - S. Pie De Santo
3 - Living in a Prison - S.R. Norcia
4 - I Wanna Shout About It - R. Earl/S. Gomez 
5 - Slide Master - B. Allison
6 - Get Out My Life Woman - L. Dorsey
7 - I Held My Baby Last Night - E. James
8 - I Got News For You - R. Charles
9 - Shell Be So Fine - C. Vachon
10 - No Fighting - L. Butler

segunda-feira, 29 de maio de 2017

Bourbon Festival Paraty anuncia atrações

Apenas a uma semana da festa o Bourbon Street anuncia atrações em seu festival, que sofre dificuldades de captação, mas mantém a excelência de sempre


Já está ficando chato anunciar uma porrada de festivais de jazz e blues a partir de maio todos os anos. Mentiraaaa!!!
Quanto mais melhor e essa semana mais um festival anunciou seu line up. 
Trata-se do Bourbon Festival Paraty, que acontece entre os dias 09 e 11 de junho no litoral sul do Rio de Janeiro.
As atrações foram anunciadas com algum atraso, é certo, mas temos de levar em conta todas as dificuldades que envolvem produzir um festival de blues e jazz no Brasil. 
E elas não são poucas. Falta de patrocínio é a principal. Diretores de marketing, esses que usam sapatênis e camisa quadriculada de botão e te fazem esperar horas nas suas antessalas moderninhas preferem apostar em eventos de figurões da mídia. A lógica é a da maior visibilidade. Mas as leis de incentivo não nasceram pra isso. Nasceram pra levar qualidade barata ao povo. 
Outra é a falta de apoio de prefeituras medíocres. Claro que preferem contratar cinco atrações sertanejas por 200 mil cada uma e desviar a metade para o próprio bolso do que realizar um festival inteiro onde ele não pode roubar.  
Geralmente esses eventos são planejados em cima de leis de incentivos fiscais que, diante de tanta corrupção no país, têm recebido críticas ruidosas de gente sem a mínima competência para tratar do assunto. Paciência, é melhor ouvir merda do que ser surdo. O que essa gente de Facebook não sabe, é que esses festivais, além dos músicos e produtores, empregam técnicos de iluminação, som, eletricistas, roadies, motoristas de vans, rede hoteleira, profissionais de imprensa, designers, camareiras, cenógrafos, envolvem passagens aéreas, intercâmbio entre artistas e o melhor de tudo, as pessoas podem se divertir com boa música, com tudo grátis. 
Após o breve desabafo, vamos às atrações.

Sexta 09
21h Wallace Roney (USA)
22h30 Marcinho Eiras (one man band)

Sábado 10
21h Léo Gandelman
22h30 Joe Louis Walker (USA)
24h André Frateschi e Miranda Kassin

Domingo 11
21h Hammond Grooves
22h30 Gregóire Maret (Suiça) com Thiago Espírito Santo Trio
24h 3x1 com Mestrinho, Pipoquinha e Alex Buck

Buskers pelas ruas de paraty com Bárbara Silva, Vasco Faé, Jefferson Gonçalves e Kleber Dias e Orleans Street Jazz Band. E nos finais de noite, Dj crizz.





sexta-feira, 26 de maio de 2017

Bourbon Street Music Club e festivais trazem grandes nomes do blues em junho

Junho está chegando e quem é do blues vai gostar. Vários festivais do gênero acontecem pelo país e é só procurar um que está perto de você

Joe Louis Walker

Já nos dias 01, 02 e 03 São Paulo recebe Sonny Landreth e Igor Prado; Malina Moye e Blues Etílicos; e Albert Cummings e Hammond Grooves, respectivamente no Samsung Blues Festival.
Os shows acontecem no Teatro Opus, no Shopping Villa Lobos, avenida Nações Unidas, 4777 - Telefone 3024-3738. 
No Bourbon Street, o músico e protutor Joe Louis Walker traz seu som vigoroso no dia 07, a partir das 09h30. Walker já gravou com B.B.King, Buddy Guy, Bonnie Raitt e Scotty Moore, e concorreu ao Grammy em 2016.
Duas semanas depois, dia 21, um dos maiores nomes do blues da atualidade, o guitarrista Larry Mcray e e seu irmão, o baterista Steven McCRay tocam acompanhado por Flávio Naves nos teclados e Bruno Falcão no baixo. Ambos figurinhas carimbadas do blue nacional e músicos da banda de Nuno Mindelis. Show em parceria com o Mannish Blog. O Bourbon fica na Rua Dos Chanés, 127 – Moema – SP. Telefone: (11) 5095-6100.


Samsung Blues Festival - A primeira noite da edição 2017 do projeto, que acontece dia 1º de junho, será comandada por Sonny Landreth e o brasileiro Igor Prado. O guitarrista americano irá apresentar seu último álbum, incluindo canções como True Blue, Brave New Girl e Uberesso.
O novo álbum, intitulado “Recordered Live in Lafayette”, é um trabalho que enfatiza sua performance individual mais do que qualquer outro disco, onde o artista explora suas habilidades acústica e elétrica, fazendo o som de uma banda completa.
A abertura do show fica por conta do blueseiro Igor Prado. Apaixonado pelo blues, desde os 16 anos, o artista já tocava em bares e festivais. Na bagagem traz apresentações com astros famosos como Steve Guyger, Mark Hummel, J.J Jackson e Phil Guy, entre outros. É também produtor musical e presença constante nas premiações internacionais.
Na segunda noite, o festival recebe o show da explosiva Malina Moye. Cantora, guitarrista e empresária, vem se consolidando como um dos novos nomes da guitarra rock and roll. A abertura é dos Blues Etílicos, grupo pioneiro no gênero e referência nacional. Criado pelo gaitista Flávio Guimarães, o baixista Cláudio Bedran e o guitarrista Otávio Rocha e mais tarde incorporando o cantor e guitarrista Greg Wilson e o baterista Pedro Strasser. Trata-se da primeira e principal banda nacional fiel ao gênero, já participou de importantes festivais de blues e dividiu o palco com astros como BB King, Robert Cray e Buddy Guy.
Albert Cummings encerra o festival com abertura do Hammond Grooves. Ver matéria específica em http://mannishblog.blogspot.com.br/2017/05/samsung-blues-festival-recebe-albert.html

Sonny Landreth

BB Seguridade – Em Curitiba começa a terceira edição do Festival BB Seguridade de Blues e Jazz, no Museu Oscar Niemeyer, no dia 3 de junho com entrada gratuita.
A programação mescla blues e jazz e conta com uma line up que inclui os americanos Joe Louis Walker e Wallace Roney Quintet, lendas, respectivamente, do blues e do jazz, e o brasileiro Zeca Baleiro, fazendo um inédito show de blues na rimeira etapa da programação.
Segundo a organização do festival, no ano passado os shows atraíram 15 mil pessoas em São Paulo; 20 mil em Brasília; 18 mil em Recife e 32 mil em Porto Alegre. 

terça-feira, 23 de maio de 2017

União 2 - Eduardo Machado e Robertinho Silva


Essa seção surgiu da vontade em divulgar os lançamentos e prestigiar os artistas de blues e jazz brasileiros que trabalham duro para gravar um CD autoral. E também, mostrar todos os profissionais envolvidos na produção.
Nunca antes na história desse país a cena independente foi tão forte. A popularização dos meios de gravação e veiculação, com o advento da internet, proporcionaram isso.
Surfando nessa onda, o Mannish Blog continua com sua missão de divulgar a boa música do Brasil.

Músicos: Eduardo Machado (baixo), Robertinho Silva (bateria e percussão), Gil Reis (teclados), Victor Biglione (guitarra), Diego Figueiredo (violão), Gabriel Grossi (harmônica), Nay Carvalho (voz), Chico Oliveira (trompete), Sizão Machado (baixo), Ivinho Loppes (voz) e Alegre Corrêa (voz, violão e percussão).

Arranjos: Eduardo Machado
Técnico de gravação: André Bolela
Mixagem: André Bolela e Eduardo Machado
Masterização: Vitor Hirtsch/Engine Room Áudio (NYC)
Faixa multimídia: Luiz Lema
Vídeo: 3B produções
Fotografia: Delzio Marques
Arte: Gustavo Fiori Galli

Gravado em 15, 16 e 17 de outubro de 2015 no Estúdio Inside Áudio & Midia - Franca SP - Brasil

Músicas: 
1 - Pra Vocês
2 - Choro Carnavalesco
3 - Mano Zé
4 - Lua Laranja
5 - Na Contramão
6 - Cecília
7 - Encontro das Águas
8 - Three Views of a Secret
9 - Multimedia track

Encontro das Águas dedicada a Elsio Malta Barboza, in memorian

segunda-feira, 15 de maio de 2017

Samsung Blues Festival recebe Albert Cummings em junho

Fãs do blues rock terão a oportunidade de assistir no dia 03 de junho pela primeira vez no Brasil o guitarrista Albert Cummings


Albert Cummings está fora do eixo blueseiro do sul ou das cidades com tradição mais ao norte como Chicago e Detroit. Cummings vem de Massachusetts, onde aprendeu os acordes do blues com seu pai. Na adolescência se tornou fã do bluegrass e migrou para o banjo.
Foi tocado pela música de Stevie Ray Vaughan ao assistir o show do virtuoso do Texas e nunca mais abandonou o blues.
Trabalhou como carpinteiro e fundou o grupo Swamp Yankee e com o qual se inseriu no circuito blueseiro da sua região até se apresentar com ícones do gênero, como B.B. King e Buddy Guy. Também trabalhou com o Double Trouble, banda de seu ídolo Stevie.
No Brasil Cummings apresenta as músicas de Someone Like You, seu mais recente álbum e um apanhado de seus discos, marcando seu retorno às raízes com a gravadora Blind Pig Records.
Sua discografia conta ainda com From the Heart (2003), True to Yourself (2004), Working Man (2006), Feel So Good (2008), No Regrets (2012) e Someone Like You (2015).

A realização é da Dançar Marketing Produções, via lei de incentivo do Ministério da Cultura.


Hammond Grooves – Os especialistas no mítico órgão Hammond B3 fazem um show empolgante e descontraído, misturando jazz, funk, boogaloo com ritmos brasileiros, maracatu, samba, baião, frevo, etc. O Show inclui também músicas que ficaram conhecidas nesta formação de orgão trio, homenageando os mestres Jimmy Smith, Wes Montgomery, Jack McDuff, Reuben Wilson, Dr. Lonnie Smith, Jimmy McGriff, Grant Green, Big John Patton, Earl Grant, George Benson e outros.

Serviço:
Show: Albert Cummings e Hammond Grooves
Data: 03 de junho
Local: Teatro Opus - Av. das Nações Unidas, 4777 (Shopping Villa Lobos - terraço).
Horário: 21h (artista nacional duração de 40 minutos e artista internacional duração de 1h).
Ingressos: Alta central: R$150,00
Alta Lateral Vale Cultura: R$50,00
Alta Lateral: R$80,00
Balcão Nobre Vale Cultura: R$50,00
Platéia Baixa Central: R$200,00
Platéia Baixa Lateral: R$100,00
Dispõe de meia entrada
Classificação: 16 anos
Abertura da casa: 2h antes

terça-feira, 2 de maio de 2017

As duas grandes escolas musicais brasileiras, percussão e cordas, presentes na música de Alexandre Birkett


Texto: Eugênio Martins Júnior
Fotos: José Luiz Borges

Alexandre Birkett é professor de música e custeia seus discos com suas aulas. Além de estudioso, é um curioso das cordas, o que faz toda a diferença quando se deixa de lado a rigidez dos estudos para abrir passagem ao lúdico.
Birkett se enquadra na categoria de músicos como Guinga, Marco Pereira, Ulisses Rocha e Paulo Bellinati e, além de linguagem própria, onde as cenas brasileiras se fazem presente sempre, cultiva parcerias duradoras. 
Uma com o baixista Washington Soares, do CD Feira Livre. Outra, prolífica,  com o baterista e percussionista Robertinho Silva que rendeu dois álbuns conceituais de destaque na discografia instrumental brasileira: Mixtura Brasileira e Cordas e Tambores. Verdadeiras viagens pelas montanhas de Minas e o sertão do Nordeste.
Temporal é uma obra prima. Essencialmente de cordas e percussão, as duas grandes escolas brasileiras, o CD nos pega pelos ouvidos e pelo coração.
Além da relação com o tempo, a palavra Temporal também representa a descarga de energia provocada pela natureza. É sem dúvida o CD mais experimental da carreira de Birkett que introduziu timbres de cordas variados, colocando cavaquinho, violão tenor, banjo, craviola, violão de seresta e guitarra portuguesa na frente da vitrine.
Também reuniu um time de bambas. Além de Washington, o musicista Jorge Lampa  e o guitarrista John Stowell que sola durante nove minutos em Fragmentos de Alice e abrilhanta El Guardian. Nesse trabalho as percussões ficam por conta de Plínio Romero e os irmãos Binho e Vanderson Franco, filhos do Mestre Paulinho, da escola de samba Brasil de Santos.
Não existe desculpa. A entrevista realizada há dois anos só está sendo publicada agora pela minha total falta de organização. 
Gravei em fitas – ainda no primeiro gravador analógico que comprei ao entrar na faculdade de jornalismo – que frequentemente desaparecem no triângulo das bermudas das minifitas cassetes que existe aqui no meu apartamento. 
Um dia elas aparecem. E entre uma cerveja artesanal e a lida do dia a dia eu trancrevo e publico as conversas nesse Mannish Blog.


Eugênio Martins Júnior – Quando começou tocar violão e guitarra?
Alexandre Birkett – Comecei os dois ao mesmo tempo, a partir dos 16 anos, Led Zeppelin e Beatles. Tocando com os amigos na rua, na primeira metade dos anos 80, um pouco tarde. Todos eles foram para outros caminhos. 

EM – Naquela época a cena roqueira de Santos era bem forte. Você passou por alguma banda?
AB – A banda mais próxima era o Alta Tensão, do Washington, Dentinho, Mauro e Marcelo Elias. Naquela época também havia bandas de jazz rock, tinha o Tempo e Espaço onde toquei. Música instrumental tocava na rádio. Comecei no rock, mas logo me interessei por Santana e John McLaughlin. Fui por esse caminho. Estudando sozinho e tirando as coisas dos discos. Essa época não tinha internet. Se um cara no Canal 1¹ tirava uma música do Yes a gente ia lá perguntar como ele fazia. A coisa era mais ou menos assim. O guitarrista do Alta Tensão tocava aquele solo da música Eruption, do Van Halen e quando eles fizeram um show na danceteria Heavy Metal a molecada foi ver como ele tocava, mas na hora do solo eles cobriram com uma toalha e não deixavam ninguém ver. Que absurdo (risos). 
O negócio foi indo. O passo importante foi a chegada do CLAM, aquela escola do Zimbo Trio. Em 87 decidi me profissionalizar. Estudei com o José Roberto Araujo, com o João Souto e tinha amizade com o Kiko Moura, um cara que tinha muita informação. A gente tinha de estudar em livros, aprender inglês na marra. Só na segunda metade dos anos 80 foi que o Almyr Chediak começou a organizar uns livros de teoria e harmonia, o Dicionário de Acordes Cifrados, Harmonia e Improvisação. Um marco para o aprendizado de música no Brasil. Ainda fiquei cinco anos no CLAM. 

EM - Passou a levar a música a sério?
AB – Pra mim foi aquele lance de a fome faz a arte. Havia acabado de sair do colegial e decidi me embrenhar na música. Meu pai havia acabado de falecer. Uma coisa que me fez estudar e evoluir foi que aquilo passou a ser meu ganha pão também. É meio clichê falar isso, mas às vezes não é você que leva a vida, é a vida que te leva. 

EM – Nessa época você foi pra São Paulo tocar?
AB – Sim, fui pra mudar de ares. Tocava em Santos no Tempo e Espaço com o Maurício Fernandes, o Paulo Farias, o Marquito na percussão e o Paulinho Batera que hoje está no Japão. Aí fui tocar no Torto, na banda Jornal do Brasil. Toquei um tempão com o Julinho e então larguei pra morar e tocar em São Paulo com outros amigos. Um deles era o Alexandre Faccas, o Monga, o outro era o Rivaldo, um guitarrista muito bom que tocava Jeff Beck, Stevie Ray Vaughn, tinha um Gibson 335. Era a decadência do bairro Bixiga, mas ainda tinha muitas oportunidades para a gente tocar. Conheci a cantora Tutti Baê e toquei um tempão na banda dela. Depois toquei com a Bi Scott em festivais de blues em Ribeirão Preto e no circuito de blues de São Paulo. Todos aqueles bares. 

EM – Passou a viver de música?
AB – Sim, mas tocava de tudo. Até em banda de baile. Música portuguesa, judaica, italiana. O bom é que todas essas músicas eram escritas e o fato de estudar música me dava vantagem para ser contratado. Não que o músico que lê seja melhor, não existe isso. Só tinha essa vantagem. Mas mesmo assim os outros músicos zoavam muito os guitarristas e viviam fazendo as tradicionais piadas sobre as mentiras dos guitarristas. Sabe quais são?

EM – Não.
AB – A primeira é: “Pô, não estou me ouvindo?” A segunda: “Eu não quero solar nessa música”. A outra é: Sabe qual é a melhor maneira de deixar um guitarrista quieto? É colocar uma partitura na frente dele. E a piada do maestro que fala para o pianista: “Olha, o acorde é Dó com sétima maior, nona e décima primeira aumentada. O pianista vira para o guitarrista e fala Dó com sétima maior. Aí ele fala para o baixista Dó. Aí o baixista fala para o baterista, “Bolero”. E o baterista fala para o percussionista, “faz qualquer coisa aí”. Mas são piadas que a gente tem de aguentar. 


EM – Como teve a ideia de gravar o teu primeiro disco?
AB – Meu primeiro disco foi gravado em 1999. Na segunda metade dos anos 90, em contato com o Washington Soares, passei a pensar em música autoral. Pensávamos tocar um som brasileiro, sem influências de fora. O que vejo hoje como uma bobagem porque música é universal. Então comecei a pesquisar os ritmos brasileiros, as religiões afro brasileiras, as músicas dos recônditos do Brasil. O primeiro cara que me deu esse toque da composição foi o Wagner Parra². Incentivou a fazer um disco com as minhas músicas. Então gravamos o Trem Pra Ribeirão, em 1999. Metade das músicas desse disco são minhas e a outra metade são do Washington. Tentando encontrar esse caminho da composição. 

EM – Atualmente o músico está muito aberto para o mundo, é difícil encontrar a sua voz?
AB – Hoje em dia tem grandes artistas fazendo isso. Dando uma volta... e voltando ao ponto de origem.
A pré produção do Trem Pra Ribeirão foi feita aqui, mas foi gravado em São Paulo. Começamos ensaiando em 1997 sem saber se teríamos recurso pra gravar. 

EM – O segundo álbum, o Feira Livre, é bem diferente. Com mais percussão, a tua primeira parceria com o Robertinho Silva. Quando você começou a dar pistas dessa tua influência percussiva.
AB – Comecei a me ligar mais nisso. As pessoas começaram a perguntar porque eu dava tanto espaço para percussão. Eu adoro percussão. Aquele é um disco de arranjador e não de instrumentista. Foi pensado para dar espaço para todos. Foi um disco com as músicas um pouco mais curtas do que o anterior. Inserimos mais instrumentos de sopro também. O Robertinho estava em Santos e o Zé Cintra que toca no disco e é sobrinho dele o convidou para ir ao estúdio e ele gostou do que ouviu. Na época ele estava gravando com o Randy Brecker. Robertinho é um cara que gravou mais de 200 discos na carreira, imagina? 

EM – Eu ouço as tuas músicas instrumentais e imagino cenas brasileiras, principalmente por causa dos títulos: Feira Livre, Fogo Na Chaleira, Bicho Preguiça, Aboio do Encantado, Velha Ermida. Você é influenciado por essas imagens ou é uma viagem minha? 
AB – Procede. Isso que você fala é interessante. O título da música instrumental é o único viés que ela dá pra alguma viagem. Tem o lance imagético. O título te dá uma dica do que pode acontecer. A Feira Livre é a feira em frente à casa do Washington. Ele vive aquilo toda semana e a feira é a mistura de tudo, né? A barraca do cara que é árabe, do português, do pernambucano, do baiano. Tem sotaques e você pode traduzir isso em música. E também com relação as cenas santistas, Chuva no Mar, São Jorge dos Erasmos, Mogiana. Eu ia de trem para casa dos meus avós em Ribeirão Pires. Meu outro avô era maquinista. São referências que acesso nesse banco afetivo. Ouvia os sinos do Valongo na hora de ir embora e compus uma música que está no disco Cordas e Tambores. Minha mãe era professora e eu e Washington estudamos juntos nos lugares onde ela dava aula. Depois ela foi diretora e eu fui atrás, na Areia Branca³. Na escola que era em frente ao cemitério. A molecada jogava bola dentro do cemitério. E nós fazíamos educação física nas ruínas do Engenho dos Erasmos. Íamos correndo até o campo do Jabaquara. Ali foi um dos primeiros engenhos do Brasil. 


EM – Outra coisa que a gente percebe na tua música é o lance da pesquisa de ritmos brasileiros e africanos. Os tambores e as cordas.
AB – Não adiante você falar de ritmos sem conhecer. Todas as minhas viagens para Minas Gerais, Bahia, fronteira do Brasil, no Paraguai com a cantora Perla, em 2003. Ela faz muito sucesso lá. Tocamos em um lugar para mais de três mil pessoas. Então nos deparamos com algumas pessoas o tempo todo falando guarani, tocando uma música chamada chamamé, que uns também chamam de polca paraguaia. Isso acontece em todos os estados do Brasil. Principalmente no interior. É tudo muito misturado. Caldiado, como falava o Darcy Ribeiro. Tem a lenda do pacto com o diabo no Mississippi, mas aqui os violeiros fazem a mesma coisa, eles deixam a cobra enrolar na mão, essas coisas. Então você não precisa se envolver, mas tem de botar o pé no terreiro para poder entender esse processo cultural. A rítmica, os instrumentos que eles tocam nesses rituais. Acabei sendo influenciado por isso. 

EM – Não adianta ficar aqui na cidade, tem de meter o pé na estrada porque aqui chega tudo diluído. 
AB – Quando fui ver o Albert King em São Paulo em 1991 pensava que ele ia tocar com o Robben Ford, mas ele não quis. Talvez, na cabeça dele a música do Robben Ford já fosse uma diluição. Não sei. Mas será que o Blues quando foi pra Chicago também já não foi diluido? 

EM – O Mixtura Brasileira foi um álbum inteiro em parceria com o Robertinho Silva. Fale um pouco sobre esse disco.
AB – Ele sempre foi meu ídolo. O cara que pavimentou o caminho de muitos bateristas e percussionistas. Ficou 28 anos com o Milton Nascimento, gravou com Wayne Shorter, Ron Carter, Toninho Horta, Chico Buarque, um cara respeitadíssimo. Aquilo era um sonho. Achei que ele estava brincando. Fizemos por um selo pequeno do Guarujá que não existe mais, o Marine Music. Usei vários instrumentos, viola caipira, bandolim, violão tenor. Tinha tempo, o disco foi gravado durante um ano, entre 2002 e 2003. Com bastante calma. Hoje vejo um pouco de perigo nisso. Como foi feito por um selo e não precisavámos pagar horas de estúdio, fiquei  com muito preciosismo. O CD vendeu bastante, mas não fizemos nenhuma turnê por causa da agenda dele. Ainda rende bons frutos, tem no iTunes, fácil de achar. Ele gosta muito do disco. Semana passada me ligou falando que ia fazer outro Mixtura Brasileira. Pô, um cara com 73 anos está com pique de garoto. 

EM – Mas chega uma hora que tem de acabar.
AB – Sim, mas como o produtor não nos dava o deadline eu ficava lá tocando, criando, como era feito há trinta anos. 

EM – As composições são de ambos? Especificamente para esse trabalho?
AB – São minhas e uma dele, Duna. Algumas foram criadas para o Mixtura e outras eu já tinha. 

EM – E depois você gravou o Cordas e Tambores.
AB – Não foi o Temporal.


EM – Calma já vou falar dele também.
AB – (risos). No Cordas e Tambores foi o mesmo processo. Em 2010 estávamos pensando em fazer um disco novo e inicialmente seria com um trio, dessa vez com o Luiz Alves no baixo no Rio de Janeiro. Mas ele teve um problema e resolvemos gravar em São Paulo porque era mais barato. Banquei esse disco do meu bolso e gravava quando o Robertinho estava em São Paulo. Gravamos a parte dele em um final de semana. O Vinicius Dorim participou nas flautas e o Alberto Lucas fez os baixos. Tem também a participação do Rogério Botter Maio no contrabaixo e o Everaldo Casimiro no trombone. 

EM – Já falamos sobre a pesquisa dos ritmos e do folclore. Gostaria que você falasse agora sobre a pesquisa de instrumentos de cordas que você faz. O Temporal é uma vitrine desse trabalho. É um disco excepcional nesse sentido.
AB – É um negócio meio maluco. A guitarra compartilha a mesma afinação do violão, mas existem tantas afinações alternativas. O bandolim tem a afinação do violino. O violão tenor é parecido com a viola de orquestra. A guitarra portuguesa é totalmente modal. A de Lisboa é uma e a de Coimbra é outra. Faço uma analogia com o blues, aquelas coisas do Delta que traz a afinação aberta, como a viola capira também tem. Se eu pensar os instrumentos de uma forma cartesiana ficaria louco. Então para esses instrumentos, deixo meu lado mais lúdico e intuitivo tomar conta. A guitarra portuguesa é totalmente intuitiva. É uma diversão com respeito ao instrumento, por isso não digo que “toco” efetivamente. Uso para dar um timbre diferente. Isso virou referência. Outro dia um amigo trouxe um Oud da Jordânia e disse que pensou em mim. Imagina pegar a afinação desse instrumento? Ele não tem traste. São cores diferentes. 

EM – Como foi a participação do John Stowell no Temporal?
AB – É um cara muito generoso e um músico excelente. Nos anos 90 estava em busca de novas ideias e mandei uma carta pra ele sobre dúvidas que tinha. Ele me respondeu com uma carta com um monte de xerox, como se fosse uma aula, de graça. 

EM – Os músicos americanos são muito profissionais. Qualquer coisa que você solicita eles respondem.
AB – Sim, continuamos em contato. Sempre nos correspondendo. Um dia falei pra ele gravar e ele topou, então mandei as músicas e ele gravou nos Estados Unidos. E ele quer muito tocar no Brasil. Ele consegue tocar no Chile, Argentina, mas não no Brasil. Pô, o cara gravou com o Dave Liebman, tem quinze discos gravados. É muito difícil. 

EM – Você nunca gravou um disco no formato quarteto de jazz. Por quê? 
AB – Tenho um projeto para fazer isso. Tenho um disco pronto na minha cabeça, trio ou quarteto com músicas autorais. Também gostaria de gravar um disco com músicas do Tom Jobim, Beatles, e caras que admiro do jazz, mas esbarra na burocracia dos direitos autorais, além de ser uma grana danada. Há muito tempo que não gravo guitarra. Faz tempo que também não gravo bateria porque os estúdios não me convenciam sobre os timbres. E piano não gravava porque queria um piano de verdade e não teclado. Deixei os violões um pouco de canto e voltei a me apaixonar pela minha guitarra. 

EM – Muita gente não acredita na música instrumental autoral no Brasil. O que você acha disso?
AB – É um processo. Não tem nada a ver gravar os clássicos de jazz se eles já foram bem feitos desde os anos 50, os clássicos do Miles com o John Coltrane, Philly Joe Jones, Paul Chambers. Você vai fazer o quê? Os standards são um grande aprendizado, mas não podemos tocar da mesma maneira. Às vezes o produtor de contrata pra tocar daquela maneira. O certo é o músico acreditar no seu trabalho. Ninguém é igual a ninguém. Uma vez fui tocar em Florianópolis e o repertório era metade meu e metade de standards. Chegando lá a produtora não quis. Disse que o público estava acostumado a ouvir música autoral e disse pra tocar as minhas músicas. Era uma semana que estava um monte de gente boa tocando, o Bebê Kramer, Tatiana Cobbet e Marcoliva e outros. Isso pra mim foi uma grande aula: “Acredita no teu som”. 

1 - Para quem não conhece, Santos é cortada por canais que viraram referência de localização.
2 - DJ santista falecido em 2015, poucos meses após essa entrevista.
3 - Bairro periférico de Santos.